As Realizações de João Paulo II

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Prezado amigo:

João Paulo II liderou, nos vinte e oito anos do seu reinado,  uma hierarquia religiosa embasada no Vaticano. Seus ensinos não foram negociáveis. Ele declarou o seu estilo no decreto de 1998: “Em Defesa da Fé”, no qual escreveu: “Ordenamos que tudo por nós decretado nesta Carta Apostólica entregue seja estabelecido e ratificado”. Ele insistiu em que sua própria autoridade era infalível, mantendo dogmas como sendo Maria “Santíssima”. Paradoxalmente, esse papa intransigente era também o campeão da fé para muitos evangélicos. A ironia da situação parece passar despercebida e cada vez mais apreendida por aquele que se auto-intitulou “O Santo Padre”. Desse modo, torna-se necessário analisar as realizações de JP2 à luz da Palavra de Deus, as Escrituras. Foi isso que fiz no artigo abaixo.

As perturbadoras  palavras do Senhor soam aos ouvidos de todos nós, que temos passado a vida inteira na religião feita pelo homem, conforme Mateus 7:21: “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus”.

Nenhuma pessoa que simplesmente reconheça a autoridade de Cristo e creia na Sua Divindade, professe a fé em Sua perfeição e no mérito infinito de sua Reparação irá compartilhar da glória de Deus, mas somente aquele que faz a vontade do Pai. O Senhor tornou abundantemente clara  a vontade do Pai, quando disse: “… mas aquele que faz a vontade do meu Pai…”

Este é o dia aceitável para você. Tenha cuidado para não sobrecarregar o seu coração. Creia somente nEle para ficar eternamente seguro, pois: “Se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo” (2 Coríntios 5:17).

Seu, na verdade e no amor de Cristo,

Richard Bennet

Nenhuma outra figura mundial captou a admiração que ele desfrutou  como o papa andarilho (mais de meio milhão de milhas percorridas). Seu amável sorriso e paternal aceno transformou o “papamóvel” numa lenda. Embora muitos possam discordar da sua teologia, tanto católicos como protestantes reuniram-se em reconhecimento e louvor a esse homem… Billy Graham louvou entusiasticamente o Papa JP2 como a consciência de todo o mundo cristão”.

O Papa JP2 completou uma exaustiva semana de cerimônias na quarta feira

[22/10/2003], na celebração do seu 25º. Aniversário… Um dia após ter dado a 30 novos membros do Colégio de Cardeais os seus clássicos chapéus vermelhos, o papa de 82 anos de idade presenteou aos homens anéis cardinalícios, os quais simbolizam o seu elo com a Igreja e com o papa… O papa sofre do mal de Parkinson, o qual, nos últimos meses, tem-lhe tornado difícil falar com clareza. Ele também já não consegue andar nem ficar de pé, encurvado pelo reumatismo lombar e dos joelhos e pela artrite”.

O mundo estava claramente preparado para o falecimento do papa. Na medida em que o mundo se extasiou, fascinado por este homem e seus esforços, é de vital importância saber em que o papa creia, pois o seu título e os seus ensinos captivou milhões de corações. Em termos humanos de sucesso mundial e de aclamação, é difícil encontrar alguém que se iguale a JP2. Durante aqueles 28 anos de reinado como cabeça da Igreja Católica Romana, ele viajou mais, falou mais e publicou mais do que qualquer um dos seus antecessores.

JP2 tem realizado mais de 1.126.541 quilômetros de visitas a 102 países, o que equivale a dar 30 vezes a volta ao redor da terra…Mas talvez o mais duradouro “imprimatur” por ele deixado como sua contribuição ao cristianismo é o aumento da lista de santos…Os observadores do Vaticano creditam ao papa a maior influência no colapso do comunismo e na queda do Muro de Berlim, pelo exemplo de sua oposição ao regime comunista da Polônia, no início de sua carreira, quando demonstrou não ser um homem que apenas fazia parte da multidãoEm 1980, em seu discurso à Assembléia Geral das Nações Unidas, ele tinha esperança de que “não haveria mais guerra, nunca mais!”… Em tempos mais recentes, após a tragédia do 11 de setembro, ele apelou ao mundo cristão para não se igualar ao terrorismo islâmico. O papa não apenas procurou colaboração com as várias igrejas, mas também pregou a reconciliação entre as religiões mundiais… Testemunho seu é o grande gesto de beijar o solo de um país, quando ali chega, visitando uma mesquita, inserindo um rolo numa brecha do Muro Ocidental de Jerusalém, enfrentando a proibição… O Cardeal José Saraiva Martins, que lidera o escritório do Vaticano para as causas dos santos, tendo assessorado durante 25 anos o pontificado de JP2, disse, no início deste mês: ‘Acho que esse papa passará, merecidamente, à história como o papa da santificação. O papa sempre relembra que a santificação faz parte da natureza da Igreja e que está no seu DNA’”. 238/10/03.

Contudo, a questão é a seguinte: A santidade de vida era a conseqüência das realizações do papa? Cristo Jesus disse: “Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade”. Será que a sua santidade é a mesma falada pelo Senhor? A marca da santidade autêntica está evidenciada na própria Palavra: “…Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e meu Pai o amará, e viremos para ele, e faremos nele morada. Quem não me ama não guarda as minhas palavras; ora, a palavra que ouvistes não é minha, mas do Pai que me enviou”.

O dever dos que afirmam ser seguidores de Cristo é guardar a Sua Palavra. Tendo em vista que o papa proclamou ao mundo, em 1994, “Daí resulta que a Igreja Católica Romana… não deriva a sua certeza e respeito de tudo o que foi revelado somente da Sagrada  Escritura. Por isso, ambas devem ser aceitas e veneradas com igual sentimento de piedade e reverência.”, ele certamente ultrapassou a medida do Senhor, que disse: “E a Escritura não pode ser anulada”.

A Fé e a Prática de João Paulo II

O papa professou operar santificação nos corações e nas almas dos homens. Ao ungir os fiéis com o óleo da Crisma, ele afirmou que os jovens e os adultos ficavam cheios do Espírito Santo, através do sacramento da confirmação.A Confirmação aperfeiçoa a graça batismal; é o sacramento que dá o Espírito Santo para enraizar-nos mais profundamente na filiação divina, incorporar-nos mais firmemente em Cristo, tornar mais sólida a nossa vinculação com a Igreja, associar-nos mais à sua missão e ajudarnos a dar testemunho de fé cristã pela palavra, acompanhada das obras”.

Com as palavras: “Eu te absolvo dos teus pecados em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”, pronunciadas no confessionário, o papa declarou poder  perdoar os pecados: – “Aquele que quiser obter a reconciliação com Deus e com a Igreja deve confessar ao sacerdote todos os pecados graves que ainda não confessou e de que se lembra, depois de examinar cuidadosamente sua consciência. Mesmo sem ser necessária em si a confissão das faltas veniais, a Igreja não deixa de recomendá-la vivamente”.

Com quatro palavras pronunciadas no altar da missa, ele acredita transformar o pão no corpo de Cristo – “Através da consagração opera-se a transubstanciação do pão e do vinho no Corpo e no Sangue de Cristo. Sob as espécies consagradas do pão e do vinho, Cristo mesmo, vivo e glorioso, está presente de maneira verdadeira, real e substancial, seu Corpo e seu Sangue, com sua alma e sua divindade” (Catecismo da Igreja Católica, #1413). Em seguida, o papa afirmou que o poder efetivamente flui do próprio alimento da Comunhão: “A comunhão separa-nos do pecado”.

Esse pão também é chamado “Eucaristia” e sobre esta o papa ensinou: “…A Eucaristia nos preserva dos pecados mortais futuros...”.

Essas palavras persuasivas remontam ao ensino da antiguidade a olhar para uma substância física, a fim de obter proteção contra o pecado. O que torna essa doutrina mais repulsiva é que, ensinando que essa prática preserva o fiel do pecado grave, ela não passa de uma blasfêmia. Esse tipo de ensino cai sob a condenação do Evangelho  de Cristo, segundo Gálatas 1.9: “…Se alguém vos anunciar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema”  (14).

As palavras de Jesus são estas: “O espírito é o que vivifica, a carne para nada aproveita; as palavras que eu vos disse são espírito e vida” (Jo 6.63) (15).

Propor uma ingestão real do corpo de Cristo na Comunhão é sumamente errado e, contudo, esse era o âmago do ensino de JP2. Era a chamada “Face Eucarística de Cristo”, sobre a qual ele escreveu : “Ao proclamar o Ano do Rosário, desejo colocar este meu 25º. Aniversário sob a égide da contemplação de Cristo, na escola de Maria. Conseqüentemente, não posso deixar esta Quinta Feira Santa de 2003 passar, sem me deter diante da “Face Eucarística de Cristo”, reforçando ainda mais à Igreja a centralidade da Eucaristia” (Ecclesia e Eucaristia, JP2, # 7) (16). 

(www.thealpresence.org/eucharist/realpres/enchence.htm 18/1003.

Grande parte da gala e da pompa que agora estão seduzindo o mundo é essa “Face Eucarística de Cristo”. Os mais chegados à Eucaristia são os padres católicos; eles a fabricam na missa e a recebem diariamente. Seria o caso de pensar que eles iriam ultrapassar em muito as outras pessoas, no que se refere à santidade de vida. Contudo, o oposto acontece. “Bem informados grupos de advogados de vítimas nos USA estimam que existem 2.000 a 4.000 padres abusadores na América, atualmente, ou cerca de 4% a 8% dos 48.000 padres dos USA. Se isso é verdade, reflete uma incidência alarmante de abusos contra a população geral…”.

O Salvador nos deu o exato exemplo de santidade, quando disse: “Pelos seus frutos os conhecereis.

As pretensões são típicas das religiões fabricadas por homens. Contudo, é o fruto que determina a natureza das doutrinas que têm sido ensinadas. O papa também ensinou: “A catequese se empenha em despertar e em nutrir a verdadeira fé na incomparável grandeza do dom de Cristo ressurreto à sua igreja: A missão e o poder de perdoar os pecados por meio dos apóstolos e dos seus sucessores; o Senhor deseja que os seus discípulos possuam um tremendo poder: que os seus humildes servos realizem em seu nome tudo o que ele realizou quando esteve na terra. Os padres recebem de Deus o poder que Ele não deu aos anjos nem aos arcanjos… Deus confirma em cima o que os padres fazem aqui em baixo. Se não houvesse perdão de pecados na igreja, não haveria nenhuma esperança de vida por vir ou de libertação eterna. Demos graças a Deus por ter dado tal dom à sua igreja” (Catecismo da Igreja Católica, #983).

O Novo Testamento estabeleceu pastores e anciãos para conduzir o rebanho do Senhor; contudo, o papa, convenientemente, tem pontificado, por mais de 20 séculos, no sentido de juntar seus padres sacrificais ao próprio Cristo” – (Vatican Council II: The Conciliar and Post Conciliar Documents, No. 63, Presbyterorum Ordinis, 07 December, 1965, Austin Flanery, ed. Northport, NY: Costello Publ. Co., 1975, Vol. I, Sec. 7, p. 875).    (20)

É de vital importância, portanto, que as crenças do papa sejam compreendidas, visto como estas conduzem às maiores tentações que poderiam ser impostas às almas dos homens e das mulheres.

A Tentação Mais Antiga e Mais Fascinante

As crenças e ensinos do papa compõem de fato a mais antiga tentação conhecida pelo homem. Coisas físicas, em vez de simbolizar realidades espirituais, são apresentadas como portadoras de santificação e de salvação. “Ora, a serpente era mais astuta que todas as alimárias do campo que o SENHOR Deus tinha feito. E esta disse à mulher: É assim que Deus disse: Não comereis de toda a árvore do jardim?”.  Satanás ofereceu o fruto como um meio eficaz de proporcionar o bem a Eva. Ela acreditou na eficácia inerente ao fruto, no sentido de abrir-lhe os olhos para o conhecimento do bem e do mal. Do mesmo modo, o papa e sua Igreja apresentaram os sete sacramentos físicos como meios inerentes de obter a graça do Espírito Santo. Assim, o papa e sua Igreja ensinaram: “A Igreja afirma que para os crentes os sacramentos da nova aliança são necessários à salvação. A “graça sacramental” é a graça do Espírito Santo dada por Cristo e peculiar a cada sacramento...”.

Todo esse poder sacramental é astutamente entretecido com objetivos políticos. O papa exigiu para a sua Igreja, “uma  contribuição única para a edificação de uma Europa aberta para o mundo”. Nesse documento, Ecclesia in Europa (A Igreja na Europa), ele declarou: “… A Igreja Católica pode oferecer uma contribuição única para a edificação de uma Europa aberta para o mundo. A Igreja Católica de fato provê um modelo de unidade essencial numa diversidade de expressões culturais, de uma consciência da condição de membros de uma comunidade universal, a qual está enraizada nas comunidades locais mas não limitada a estas, e de uma percepção do que está acima e além de tudo o que divide”.

Esse pronunciamento é uma chocante manobra de engodo, a qual, supostamente, proclama a mensagem de Cristo, quando, de fato, anuncia os ritos e rituais do papado. Por exemplo, o conceito de “Evangelho da Esperança” é mencionado quarenta vezes na dissertação. Contudo, a mensagem não é de esperança, mas de uma habilidosa falsidade.

Por exemplo, o parágrafo 74 começa declarando: “Um lugar proeminente precisa ser dado à celebração dos sacramentos como ações de Cristo e da igreja ordenadas para o culto a Deus,  a santificação do povo e a edificação da comunidade eclesial.

O papa continuou a apresentar os seus símbolos sacramentais físicos como causa eficaz de santificação e salvação. Em lugar da direta obediência a Cristo Jesus, conforme é exigida pelo Evangelho da Fé, os sacramentos são impingidos como “ações de Cristo”. É aqui que a pretensão de “esperança” do Vaticano mente. Roma substituiu a graça direta de Deus através de Cristo pelos seus sacramentos, tentando furtar de Cristo o sacerdócio e roubando-Lhe o exclusivo ofício de Mediador. Através desses sacramentos ela tenta também roubar do Espírito de Deus a Sua peculiar obra de Santificador, atribuindo-a aos seus próprios sacramentos. De Deus Pai ela tenta retirar as prerrogativas de justificação e perdão dos pecados.

A realidade do poder por trás do conceito de “graça sacramental” é entregue como sendo a “graça do Espírito Santo”. Essa identificação da “graça sacramental” com o Espírito de Deus é um explícito pecado formal contra o Espírito Santo. De todos é este o mais condenável dos ensinos de Roma, visto como milhões de pessoas têm confiado nos sacramentos físicos para serem salvas.

O Credo do Papa Satisfazendo a Muitos

O Evangelho nunca é tão perigosamente atacado como quando a falsidade é camuflada sob a pretensão de se deter o poder divino. Geralmente falando, o mundo e os que estão dentro do catolicismo romano amam o papa e suas atividades. O papa oferece uma religião que tem tudo para ser “aceita”. No catolicismo existe algo que corresponde a cada classe e gosto, enfatizando a adaptabilidade à maioria dos gostos e recebendo o apoio de homens dos mais diversos temperamentos intelectuais e morais. (16) 

Para as pessoas que apreciam rituais e pompa, o catolicismo tem tudo para satisfazer-lhes os anseios do coração: rituais sacramentalistas apresentados em meio a velas, palmas, brasas, cinzas e o cheiro de incenso, realizados por homens vestidos de indumentárias coloridas. Ele possui umas das mais lindas obras da arquitetura mundial e algumas das músicas mais cativantes. Para o policial e o militar ele oferece toda a grandeza da classe e da hierarquia. Para alguém que busca a comunicação com Deus, ele possui uma longa lista de tradições e de misticismo. Ao ascético ele oferece silícios e sacrifícios, dentro dos mosteiros, e uma vida reclusa em conventos. Para os católicos carismáticos existe a encenação, os sinais e as maravilhas. Aos cativos de visões e aparições ele oferece um vasto sortimento mundial de aparições e mensagens marianas. Para quem busca os prazeres da vida, ele oferece a tradição do carnaval, as festas anuais e os bingos paroquiais. O papado é uma organização completamente adaptada ao gosto humano. Ele corresponde ao completo escopo de suas esperanças, temores, desejos, paixões, caprichos  e preferências. No papado o mundo pode sempre encontrar algo que satisfaça a maior parte dos seus gostos e predileções.

No papado, a flagrante riqueza e a pompa se juntam à pobreza e à dor. O papa, por sua vez, coroado e rodeado de seus cardeais e arcebispos, engalanados em escarlate e púrpura, dá as boas-vindas ao pobre e ao sofredor do mundo, e todos ficam impressionados. Nada parece grandioso demais para ele, assim como nada é tão ínfimo que não mereça o seu carinho e a sua preocupação.  A religião do papa é uma religião do homem e o mundo adora recebê-la desse modo. A honra e a veneração que lhe são prestadas são enormes. O mundo se extasia diante dele, adorando o seu poder, a sua política e o seu sucesso, tão densas são as trevas, a degeneração e a loucura do mundo!

A picada do  inseto

Este papa viveu encorajando a humanidade em seu afã de se comunicar com os mortos. Ele ensinou publicamente: “A comunhão com os falecidos. ‘Reconhecendo cabalmente essa comunhão de todo o corpo místico de Jesus Cristo, a Igreja terrestre, desde os tempos primevos da religião cristã, venera com grande piedade a memória dos defuntos (…) A nossa oração por eles pode não somente ajudá-los, mas também tornar eficaz a sua intercessão por nós’”.

A suposta comunhão com os mortos e sua deificação têm ocupado um lugar importante em quase todos os sistemas do paganismo. Os mortos são consultados para ajudar os vivos, constituindo-se em enganosa atração exercida pelo ocultismo. A prática da comunicação com os espíritos dos que partiram é pecaminosa e proibida na Palavra de Deus:  “Entre ti se não achará quem faça passar pelo fogo o seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro; nem encantador…, nem quem consulte um espírito adivinhante, nem mágico, nem quem consulte os mortos”. 

O ensino do papa sobre a comunicação com os mortos, no qual ele disse que “A nossa oração por eles pode não somente ajudá-los, mas também tornar eficaz a sua intercessão por nós”,  é idêntica ao ensino encontrado nas páginas ocultistas, que dizem: “os mortos adoram celebrar, dançar  saltar com os vivos, e espíritos amam espíritos, de modo que os convidam através de rituais e libações...”.

O Senhor Jesus Cristo nos ordenou  adorar somente a Deus: “Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás”.  Ele nos deu o mandamento indispensável de que a comunicação em adoração é devida somente a Deus e não deve ser dada a criatura alguma: “Eu sou o SENHOR teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão. Não terás outros deuses diante de mim”.

E o papa não  apenas reconheu e aprovou a comunicação com os mortos, como  também criou mais e mais personagens a serem contatados e, recentemente, com grande rapidez.

Madre Teresa é apenas um milagre ainda longe da santificação. Não, não é hipérbole, mas apenas parte do processo rápido de canonização que o papa JP2 está empurrando através do Vaticano. No domingo passado, multidões acorreram à Praça São Pedro em Roma para testemunhar a beatificação de Madre Teresa, a qual faleceu em 1997.  Uma vez que a maioria dos candidatos não é colocada sob consideração, antes de completar cinco anos de falecimento, JP2 não está perdendo tempo. Mas isso não nos surpreende -se considerarmos o registro de JP2 cobrindo os últimos 25 anos.

JP2 tem criado mais santos e beatificado mais pessoas do que todos os outros papas reunidos. Ele até agora já nomeou como santos 477 homens e mulheres, tendo beatificado outras 1.318 pessoas, colocando-as em órbita para a escalada ao panteão dos santos cristãos.

O papa prosseguiu em seus ensinos com relação aos mortos, declarando que existia um intercâmbio de santidade na expiação do pecado, compartilhada até mesmo com os mortos do purgatório. Ele declarou oficialmente: “Na comunhão dos santos ‘existe certamente entre os fiéis já admitidos na pátria celeste, os que expiam as faltas no purgatório e os que ainda peregrinam na terra, um laço de caridade e um amplo intercâmbio, cada um se beneficiando da santidade dos outros. Assim o recurso à comunhão dos santos permite ao pecador contrito ser purificado, mais cedo e mais eficazmente, das penas do pecado”’.  Somente em Cristo Jesus temos a redenção e a  remissão dos pecados: “Em quem temos a redenção pelo seu sangue, a remissão das ofensas, segundo as riquezas da sua graça”.

Atribuir o papel de Cristo aos seres humanos, inclusive aos mortos, é uma séria contradição à Palavra de Deus. A justiça de Deus, creditada aos crentes a expensas de Cristo, enche-os sempre e sempre de admiração, adoração e louvor a um Deus Santo, o qual providenciou sozinho a obra permanente e definitiva da justificação do pecado. Pressupor uma imputação de justiça fora dEle é absurdo, em face da verdade bíblica. O próprio Jesus disse: “Na verdade, na verdade vos digo que aquele que não entra pela porta no curral das ovelhas, mas sobe por outra parte, é ladrão e salteador”.   A afirmação de uma troca de méritos entre o crente e os “santos”  falecidos é egrégia afronta à verdade bíblica de que somente Deus justifica o pecador.

O panteão de santos do papa era uma rede de armadilhas. Quando deu aos espíritos humanos, que partiram,  glória, honra e comunhão em oração, o que somente a Deus é devido, o papa pecou flagrantemente contra o Primeiro Mandamento. Essa proibição inclui o preceito do fundamento de toda a lei, que consiste em sabermos que o Senhor é o nosso Deus, de reconhecer que Ele é Deus, de aceitá-Lo e adorá-Lo em oração, colocando exclusivamente nEle as nossas afeições.

Apocalíptico no Caráter, Rígido na Lei

A figura de JP2 era quase apocalíptica na grandiosidade. Contudo, sob essa fachada existia o controle de uma mão de ferro em matéria de lei. Como o papa Gregório VII (1073-1085), que jurou jamais descansar até que sujeitasse toda autoridade e poder, tanto espiritual como temporal à “Cátedra de Pedro”, assim também o papa JP2 estava determinado a construir esse império, tanto através da Igreja como da lei civil. JP2 foi inflexível em seus esforços no sentido de atualizar as leis da Igreja Católica. Desde os dias de Gregório VII o papa tem visto a necessidade de criar leis férreas e inflexíveis, antes de tentar o controle dos seus súditos e dos demais, se necessário, através da compulsão. Em 1983 a revisão do Código de Leis Canônicas de 1917, feita por JP2, diz, por exemplo, o seguinte: “A Igreja tem o inato e próprio direito de coibir os membros ofensores da fé cristã por meio de sansões penais”.

O exame dessas leis anexadas demonstra serem elas mais absolutistas e totalitárias do que as leis do passado. Em sua lei, o papa, em termos mais claros do que os de qualquer seita, anunciou a necessidade de suprimir as faculdades dadas por Deus a alguém, especialmente a mente e a vontade: “Um respeito religioso do intelecto e da vontade, mesmo sem o consentimento da fé, deve ser dado ao ensino que o Sumo

Pontífice…”.

As conseqüências para quem não se submeter são determinadas em sua lei: “Os seguintes devem ser punidos com uma penalidade justa: 1) Uma pessoa que … ensina uma doutrina condenada pelo Sumo Pontífice…”. Penalidades específicas são também determinadas: “A lei pode estabelecer outras penalidades expiatórias, as quais poderão privar o fiel de algum bem espiritual ou temporal e são coerentes com a finalidade sobrenatural da Igreja”.

JP2 sabia muito bem reforçar a sua vontade na lei. Em poucos casos o seu gênio era mais conspícuo do que neste. Não existia conferência nem controle sobre o seu poder autoritário. No comentário oficial sobre a sua Lei Canônica lemos o seguinte: “O sistema de governo da Igreja é amplamente diferente da noção de um balanço de poderes. De fato, as três funções estão situadas no mesmo ofício…”  “Ao contrário do sistema americano, a lei eclesiástica não se ergue do poder do governado, nem a estrutura jurídica da Igreja confia num sistema de conferências e balanço para manter a sua efetividade… O Código promove o sistema através de uma estrutura eclesiástica mais vertical do que horizontal. Por fim, além de juiz, o papa é também legislador e administrador…”.

Um artigo do Catholic World Report, “Rome Has Spoken Again”   (Roma Falou Novamente), mostra como na prática o papa impôs sua vontade: “’O papa se movimenta no sentido de anular o Debate Liberal sobre Assuntos Quentes’” é a manchete  do New York Times, numa história da página principal, advertindo sombriamente de uma ‘exata punição’ aos dissidentes… Na história, noutra página frontal, O Washington Post dá a sua cobertura com manchete que diz: ‘A Carta Papal é Divisora, Dizem os Críticos’, e não falhou o Post em acrescentar a sublinha obrigatória sobre ‘Dissidentes sob Risco do Dogma de Punição…’”.   

JP2 podia parecer eminentemente piedoso; contudo, quando se estudam suas leis e a implementação destas, vê-se que ele se revelou como príncipe exercendo poder ditatorial. Admoestações solenes são-nos entregues na Palavra de Deus sobre os “falsos apóstolos…”.

Um Retrato Fiel do Papa

JP2, ao mesmo tempo em que se assentou no meio do povo de Deus, falando excathedra, com uma declarada autoridade absolutista, conforme o seu próprio ensino, proclamou: “Goza desta infalibilidade o Pontífice Romano, chefe do Colégio dos Bispos, por força do seu cargo…”.  Ele usurpou o título e ocupou a função do “Pai Santo”.  afirmando ser o “Vigário de Cristo”.  Ele professou compartilhar Cristo na missa e o Espírito Santo pelos sacramentos. Ele afirmou fortalecer o fiel com crucifixos, rosários, estatuas, água benta e os santos. Alegou que pode abreviar o sofrimento das almas no purgatório, através de indulgências. Professou que era o mediador entre Deus e os homens; deteve as chaves do céu e do inferno; proíbiu o casamento dos padres e controlou a luxúria e os escândalos sexuais através da regra do celibato. Ele decretou a abstinência de carne e vestiu os seus cardeais de púrpura e escarlate, e de linho fino com ouro e pedras preciosas. Ele afirmou sua prerrogativa de julgar todos e não ser julgado por ninguém, e que a Santa Sé não era julgada por pessoa alguma (Cânon 1404).

Não existe recurso em foro algum que possa ir de encontro às suas leis: “Não existe apelação nem recurso contra uma decisão ou decreto do Pontífice Romano”.  E assim  prossegue a mentira. Ele falsificou e pôs de lado tudo o que é vital e valioso no cristianismo. Numa palavra, ele estabeleciu um sistema de injustiça na instituição que ele chamou de “Santa Madre Igreja”. Ele ensinou que “A Igreja é a mãe de todos os crentes e que ‘ninguém que não tenha a Igreja por Mãe pode ter Deus por Pai’’”.

Sua predominante pressuposição era que o Senhor estabeleceu uma hierarquia totalitária, com ele mesmo no topo, seguido pelos cardeais, patriarcas, arcebispos maiores, arcebispos metropolitanos, arcebispos coadjuvantes, arcebispos diocesanos, bispos, bispos coadjuvantes e padres [uma férrea estrutura de sanguessugas]. A estrutura organizacional da noiva de Cristo é totalmente diferente. No verdadeiro corpo de Cristo, os que são ordenados como anciãos e diáconos continuam sendo apenas irmãos dentro do mesmo corpo, tendo como único Chefe Jesus Cristo, o Senhor, “… porque um só é o vosso Mestre, a saber, o Cristo, e todos vós sois irmãos”.

Como os católicos vivem suas vidas sob sua jurisdição e ensinos, eles percorrem uma longa jornada através do sacrifício da missa, dos sacramentos, das boas obras, dos méritos e da veneração a Maria e aos santos. De cada um é exigido participar dos sacramentos, a fim de se tornar bastante bom para morrer na “graça santificante” e em seguida ser salvo, ou, pelo menos, passar uma boa temporada no purgatório. Até mesmo em nível natural, é de admirar que um católico romano possa ter qualquer esperança de salvação. O sacrifico da missa e os sacramentos são tais que a melhor coisa por eles prometida é um pseudo-inferno chamado purgatório.

Os Principais Líderes Evangélicos no Ecumenismo de Roma

Cada vez mais os cognominados evangélicos têm aceitado o catolicismo romano e o seu papa, através do plano do papado no diálogo publicado em 1964: “O diálogo ecumênico… serve para transformar as maneiras de pensar e se comportar e a vida diária das comunidades [não católicas]. Desse modo, ele visa preparar o caminho para a sua unidade de fé no seio de uma Igreja [Católica Romana] única e visível”. O sucesso desse compromisso é descrito pelo católico Keit Fournier em seu livro “Católicos Evangélicos”, no qual ele diz: “Em nosso salão de encontros com os principais líderes evangélicos, tenho admirado por anos o Dr. Charles Stanley, o Dr. Jerry Falwell. O Dr. D.  James Kennedy, Pat Robertson e muitos outros. Neles encontrei, não apenas uma tremenda abertura para a minha presença, como também um crescente respeito pela minha Igreja e um degelo no que era sólido gelo no passado”.

Alguns dos compromissados têm sido J. I. Packer, Charles Colson, Robert Schüller, John R. W. Stott, Os Guinnes, Richard Lan, Timothy George, T. M. Moore, John Woodbridge, Tony Campolo, James Dobson, Luis Palau, Rankling Graham, Carl Henry, Bill Hybells, Jac Van Inpe, para citar apenas alguns. E algumas instituições rotuladas como evangélicas, Christianity Today, Christian Research Institute, Fuller Seminary, Inter-Varsity Christian Fellowship, Tomas Nelson Publishers, United Bible Societies, Campus Crusade, Wheaton College, World Magazine, World Vision, Whycliffe

Bible Translators  e a Youth for Christ  também, se alinharam com a Igreja Católica Romana. O Papa JP2 agiu com sucesso para implementar e promover a estrada de volta dos protestantes  ao seio da Igreja Católica Romana.

Um Momento Decisivo: Onde Você vai Ficar?

A mudança da liderança em Roma aconteceu, porém os seus objetivos e as suas leis continuam a ser os mesmos. Chegou o tempo em que aqueles que realmente amam o Senhor e a verdade bíblica mostrem de que lado estão. Somos comandados pelo Senhor não apenas “a batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos” (Jd 3), como também a nos separarmos dos que já se comprometeram. Seu grande mandamento para pregar o

Evangelho recai sobre todos os que se autodenominam cristãos bíblicos. Manter o Evangelho da verdade alicerçada em Sua Palavra é o que está sendo posto diante de nós. O próprio Senhor admoesta os crentes contra “outros cristos”. Pedro nos admoestou contra os “falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição, e negarão o Senhor que os resgatou…” (2 Pe 2.1). Paulo nos admoestou contra os “lobos cruéis” (At 20.29) dentro do rebanho.

Do mesmo modo como o Senhor denunciou os fariseus devotos por tentarem estabelecer sua própria justiça, invalidando a Palavra de Deus, assim também os crentes de hoje devem opor-se ao sistema apóstata que oficialmente contradiz as gloriosas verdades do nosso Deus, bem como àqueles que se colocam do seu lado. A salvação de muitos está em jogo. Os judeus estavam olhando para o seu líder Caifás, o sumo sacerdote. Mas o Senhor disse àqueles fariseus: “Se não crerdes que eu sou, morrereis em vossos pecados”.

       Como os fariseus, os católicos de hoje olham para o papa. Do mesmo modo hoje, como os fariseus, se alguém continua a reconhecer o papa como o “Santo Padre”, está de fato negando o verdadeiro Pai e o Filho. “É o anticristo esse mesmo que nega o Pai e o Filho”. Aquele que persiste nesse pecado morrerá também em seus pecados. O Senhor Jesus Cristo morreu em lugar do crente verdadeiro. Somente Sua vida e Seu sacrifício perfeito podem resgatar o crente. “Porque o Filho do homem também não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate de muitos”. Foi esse o preço exigido por um Deus Santíssimo, a fim de satisfazer a Sua justiça no sentido de perdoar os pecados. Como resultado desse pagamento, o verdadeiro crente, que confia somente em Jesus Cristo, fica livre do pecado e de Satanás. “Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor.


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